sexta-feira, 24 de março de 2017

#52semanasdegratidão 8


http://www.idade-espiritual.com.br/2009/08/publicado-em-19112008-senhor-hoje-tive.html

"Escuta, filho, os preceitos do Mestre, e inclina teu o ouvido do teu coração.”
RB- prólogo

Um dos meus autores preferidos na atualidade tem sido ANSELM GRÜN.
Sempre que vou ao Mosteiro, Ir. Maria Águeda, OSB, é a encarregada de me "integrar" e o mecanismo da leitura espiritual me compensa muitíssimo.
Hoje vou colocar, em comum, minhas anotações sobre a obra do autor acima citado, dentre tantas tão preciosas para mim: " Metade da Vida Como Tarefa Espiritual".
Nesta fase, percebo que acontecem mudanças, vem o abandono da rotina, muitas vezes a separação matrimonial, ocasionais depressões nervosas, transtornos psicológicos...
Mas é também tempo de crescimento e maturação.
Se fizer um discernimento dos fatos, há como situar-me e ganhar circunstâncias favoráveis físicas e psíquicas, mesmo quando possa haver diminuição de forças corporais e, muitas vezes, espirituais também.
A vida por si só requer nesta fase que haja planejamento de novos desejos em contrapartida com as nostalgias que se fazem imperativas...
Deus está sempre presente na crise... Disso eu tenho certeza absoluta.
Vejo que urge um maior empenho na liberação do autoengano, característica adolescente-juvenil da qual poderei me livrar definitivamente, com o auxílio da Graça Divina, já que outra época me é apontada.
Até os quarenta anos outra natureza domina o ser humano e, por suposto, a mim também dominou.
É neste novo modo de viver que o contato com o meu íntimo faz abandonar-me, entregar-me nas mãos do meu Criador com maior ânimo e generosidade.
Tenho tentado combater em mim os zelos sem irradiação do amor e da bondade de Cristo, o entusiasmo sem pedantismo e estreiteza. A pequenez interior, a falta de alegria, a autojustificação, fixação em princípios religiosos para "escamotear" a crise interior, ocultar a angústia da crise.
Percebo agora que criei imagens de mim e de Deus, convulsões do coração, princípios ferrenhos e angustiosos (ídolos), narcisismos... 
Aí Deus intervém favoravelmente me desestabilizando, me tirando toda segurança, toda convicção.
O encontro pessoal com o Senhor fica mais reluzente, mesmo nesta relação nova com este Deus perigoso, que me mostra a verdade, os motivos que me desmascara, me fazendo ver meu antigo modo de ver tão semelhante ao dos fariseus. 
Antes, é como se tivesse bebido dos charcos a invés de inebriar-me da fonte, antes passava sede, não tinha gosto em Deus.
O orgulho, a obstinação, a dureza do julgamento, a conversa fiada, o ativismo religioso, Deus como um estranho, uma angustiosa permanência em mim mesma, uma valorização em demasia do meu próprio executar. Agora vejo, com maior clareza, que não devo confiar demasiadamente na paz, na renúncia, no domínio sobre mim.
Tudo é Graça!
Sinto ainda que, acima da confiança nos exercícios e atividades, meu maior desempenho agora é o contato com o fundo de minha alma, antes uma cisterna seca.
O autoconhecimento é uma exigência desta nova vida que se descortina.
Se no fundo de minha alma estou fragmentada, obscurecida, cheia de maldade, com covardia e falsidade, estou deveras encouraçada. Torno-me uma pessoa grossa, maciça, negra como a pele do urso, quando me é indicada alguma falta, não ouço, rejeito observação na minha conduta, porque fica sendo impossível romper tal couraça. Fico, a exemplo de Sarah, petrificada. Fico fraca, censuro o outro, condeno, critico.
O que posso fazer?
Deixar cair a torre da catedral da autocomplacência, autojustificação com todos os seus andares. 
Neste autoconhecimento estou colaborando com a Ação do Espírito Santo em mim.
Surgem, nesta época, novas possibilidades: o considerar e o testar, o fazer e o abster-me, os pensamentos favoritos os desejos, as verdadeiras raízes.
Também há o desapego a papéis, às ocupações ou ofícios, às posses, às formas piedosas, à vocação de boa cristã, à idolatria...
Parece-me que até agora vivi metade sim, metade não, ou seja, não por completo.
Foram os reveses da vida, o tédio, o obscuro, o ser pobre, o ser débil, o orgulho e a mesquinharia, o inconsciente, a preguiça, o ilógico...
E Deus permitiu que vivesse eu à duras penas, com ações e omissões, com preguiça, com medo, com muita covardia, com falsidade até na oração.
Serenidade...
Aparece então a capacidade de me entregar. A abnegação, o avanço por Deus em mim.
Deixo com gosto o mal, a obstinação, a arbitrariedade, o bom como inimigo do melhor, a prática das virtudes inferiores, almejo virtudes mais altas, práticas melhores. 
Mas sinto que nada foi inútil. Deus quer de mim o MAGIS para uma Espiritulidade mais profunda, preciso sair dos monólogos cansativos, saborear o silêncio e não devorar livros piedosos somente.

O escritor coloca um exemplo que me encantou muitíssimo: o da serpente que, quando envelhece, fica cheia de rugas e cheira mal, busca lugar com pedras, desliza, deixa a "pele velha".
Minha natureza, por maior e melhor que seja, ficará envelhecida e com falhas.
Quando passei por entre as pedras, fiz em mim feridas e erosões.
Decisões me oprimiram, mas as angústias me amadureceram e me renovaram.
Sinto-me com uma sensação de ter sido raspada em minha natureza exterior (2 Cor 4,10).
Então constato que a crise não é perigosa, Deus sim é que fica mais próximo de mim. Agora sei que, se tomo as rédeas da minha própria crise, impeço a Deus de agir em mim e também a mim de reagir.
O maior temor:
É a excessiva ligeireza para planejar a vida e à pratica. Desconfio de toda passividade por medo de soltar as rédeas. Apenas suporto a ação de Deus, passo a passo, à Providência Divina, à entrega do meu coração.
O Nascimento de Deus em mim.
Dentre penúria, apertos, dores do parto, eis que surge em mim a mulher nova, impotente e fraca, que está disposta a não ajudar a borboleta a romper tão depressa o casulo! Isto iria ser uma ruína para meu nascimento em Deus.
Aquela que admite a "crise" e deseja ouvir o quer ouvir o que Deus quer falar. 
Eis uma nova fase: lamentar, não! Dar graças, sim!
Num enfoque psicológico, ( segundo e autor) o problema da metade da vida é Religião e o ser humano doente? Religião é Caminho sobretudo para a vida e para a saúde.
No ímpeto da "crise", a mente explora a "criança amuada" que há em mim e aclara a situação presente, encontro o Caminho para ajudar aqui e agora. Vão se resolvendo os conflitos neuróticos, os problemas da impulsividade. Vi-me nesse processo de individualização, como que num espelho, ficou em evidência a persona, o rosto, a máscara, tudo que ficou excluído, rejeitado veio à tona. Mas também assimilei que cada qualidade tem seu oposto.
Há ainda a possibilidade de cultivar a itneligência, os impulsos infantis de sentimentalismo, vão se amenizando.

Problema da metade da vida frequentes:
.Tenho ainda dificuldade de enfrentar a relativização da minha própria pessoa.
. Sinto imensa resistência em aceitar minha sombra.
Então, mais uma vez, vem o Auxílio Divino para minha integração da ânima e do ânimus. Aceito, com confiança, a morte e o Encontro definitivo com Deus. 
Sei que pode brotar em mim a insegurança a perda do equilíbrio, mas isso também me é útil... Traz contida a humildade que me capacita a escutar  a voz  interior, por mãos à obra e desenvolver a minha personalidade.
Examino meus "altos e baixos" com maior consciência: ódio x amor, falsidade x verdade, erros x convicções...
Experimento maior consciência social. Descubro minha inteligência.
Sou capaz de projetar e isso me causa fascinação, fortes emoções.
Não reprimo o humor, os afetos, as emoções, não me desculpo como se fosse fraqueza, como querem me incutir.
Pergunto ao meu afeto o que me quer dizer e acolho com carinho.
Peço constantemente ao Senhor que não me deixe endurecer, não me permita ser fria, com atitudes estereotipadas, com perda de vivacidade, sem flexibilidade, enfim que eu viva plenamente a minha humanidade. Que todo cansaço, resignação, negligência, irresponsabilidade, tendência ao isolamento, seja trabalhado em mim, que eu me deixe ser modelada por Deus e pelos anjos terrenos que Ele me presenteia sempre, nos quais encontro refúgio!
Que eu não seja uma múmia espiritual, com desencontros psicológicos de minha própria natureza!

Enfim que a angústia afaste-se de mim!

Agradeço muito a Deus por fazer parte de Comunidades lindas, e confessar, determinadamente, a minha agraciada filiação à Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja do meu Batismo ainda na infância, mas que nesta idade  madura pude revisar, com diligência, e vislumbro um renascimento espiritual.

Aí vem os grandes desejos, as práticas de exercícios espirituais... mas começamos a experimentar que não é por esforço próprio que se alcança o fundo da nossa alma. Esvaziar-se! 

Despojar-se!

Desnudar-se!... dos desenganos... das futilidades das nossas faltas... do sofrimento... dos vazios... da aridez... dos fechamentos em nós mesmos...


À CRISE!

Como encarar com a mente e o coração abertos?
Exercícios religioso, meditação, oração pessoal, oração comunitária, coro, devoções e falta de prazer, vazio, esgotamento, falta de paz... Experiências de fracassos até mesmo espirituais. 
É tempo de recuperar a dracma perdida  e nesta procura, tirar coisa daqui, outra dali... ir remexendo até encontrar.


Objetivo da crise:
Deus quer fazer algo de maior em nós...

A fuga ...

Querer reformar o local em que vivemos, os outros, mudanças externas ao invés de nos reformar-nos. Nesta ocasião, há uma possibilidade de entrar em nossa vida o Acompanhante Espiritual. É uma sugestão muito favorável.

A inibição ...
Aparece fortemente a cavalaria dos princípios para ocultar a angústia interior que nos atinge de cheio.

Ficam incompatíveis as práticas religiosas, as orações diárias, se há dentro do nosso ser um endurecimento de coração, falta de amor, queixa demais, julgamento sobre fraquezas morais ou religiosas, sentimento de autopiedade ou a soberba.


Examinarmo-nos conscientemente, eis a questão!

Oitava semana de gratidão a Deus pelo fim das férias de inicio de ano...
Nada como um dia após o outro pois o medo se esvai e vem a alegria ao amanhecer...
Janeiro e Fevereiro de sol, mar, céu azul, família por perto, alegria, cor e muito mais...´
Sobressaltos por conta da violência no Es mas tudo tem fim...
Saldo positivo, afinal!

























Gratidão imensa ao nosso Bom Deus por tudo que vivi nesta semana onde passei com minha nora amiga...
Deus a abençoe ricamente e lhe conceda os desejos do coração!





Toda baiana que se preza ama cuscus e eu também amo mesmo não o sendo...


Explode coração!














Meu xodó amado, estudioso...



Muita gratidão ao nosso BomBom Deus (em dose dupla) por passar uns dias com filha, netinhos e genro...
Mil vezes obrigada, meu Deus e Senhor!

Resumo do mês de Janeiro e Fevereiro:




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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

#52semanasdegrratidão 7


Começo a postagem com um texto publicado em 2009:


O ESPÍRITO E A VIDA CRISTÃ

O QUE É VIDA CRISTÃ?

É união com Deus... Inserção na vida trinitária... Vida de filiação divina... vida teologal de Fé, Esperança e Caridade... Seguimento de Cristo... Vida no Espírito.

Quando sou conduzida pelo Espírito de Deus, quando escolho entre a "carne" e o espírito, algo pode ser extinto em mim... algo que "promete"... que eu posso "penhorar"...
O local onde está o Espírito é no corpo e no coração.

O meu coração é sede de EMOÇÕES... DE AFETOS... DE PAIXÕES... DE EFLÚVIOS... INTELECTUAL... MORAL... DE CONSCIÊNCIA... SEDE DE TRISTEZA... DE ALEGRIA... É TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO QUE HABITA EM MIM... NINGUÉM PENETRA A NÃO SER OS OLHOS DE DEUS... LUGAR DE MANIFESTAÇÕES SENSÍVEIS... SEDE DE RESOLUÇÕES E DESEJOS PESSOAIS...

A minha carne é outra ENERGIA... OUTRO PRINCÍPIO DE AÇÃO... muitas vezes se opõe ao meu espírito... me leva a agir segundo a própria lógica do meu interesse...

ENTÃO O QUE É MESMO VIDA NO ESPÍRITO?

É processo... caminho... exige trabalho... se dará totalmente um dia... itinerário de contínua conversão... homem carnal x homem espiritual... leva tempo... dura e abraça toda existência.

Em nível experencial, posso dizer que é OPOSIÇÃO: movimento carnal e seu combate...

EXPERIÊNCIA CRISTÃ DO ESPÍRITO SANTO

Sentimento de PERTENÇA... COMO EXPERIMENTO ISTO, MEU DEUS!
Consciência de viver sob a infusão do ES. É lindo demais a gente ser levada, conduzida... por Deus, como um barco no mar...
O DISCERNIMENTO é o que aparece no "ponto x" do Combate...

Vamos combinar uma coisa? Não é fácil a vida no Espírito por nós mesmos... Então, vamos rezar uns pelos outros para mais força ganharmos para superar a nós mesmos, a retirar de nós o egoísmo?
Da minha parte, aceito sua oração pelo meu crescimento interior e espiritual e agradeço de coração contrito.

Deus lhe abençoe, amigo blogueiro.

Nesta sétima semana de gratidão, quero agradecer a Deus por todo livramentos que me dá, estando eu no Estado do ES de férias e para estar com familiares...


#anchieta

Voltando do meu esconderijo na roça...








#vilavelhaes

















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domingo, 19 de fevereiro de 2017

#52semanasdegratidão 6

Começo com o texto que encabeçou meu primeiro blog em 2008...


EM TUDO SEJA DEUS GLORIFICADO!
 (S. Bento)

Um amigo meu comprou uma casa velha demais de um século, conservada, como muitas que existiam naquela região. Muitas coisas a serem consertadas. Tudo teria que ser pintado de novo.
Antes de pintar com as cores novas, ele achou melhor raspar das paredes a cor velha, um azul sujo e desbotado. Raspado o azul, abaixo dele surgiu uma cor rosa, mas velha ainda que o azul. Raspou-a também.
Aí apareceu o creme e depois dele surgiu uma cor rosa, mais velha ainda que o azul, raspou-a também. Aí apareceu o creme, e, depois do creme, o branco.
Cada morador havia coberto a cor anterior com uma cor nova e assim ele foi indo. 
Pacientemente, camada por camada. Queria chegar à cor original, que apareceria depois que todas as camadas de tintas fossem raspadas. Finalmente o trabalho terminou.
O que encontrou foi uma surpresa inesperada que o encheu de alegria. Mais bonito que qualquer tinta: madeira linda, o maravilhoso pinho de riga, com nervuras formando sinuosos arabescos cor castanha contra um fundo marfim.

Parábola: somos aquela casa ao nascer, somos pinho de riga puro. Mas logo começam, demãos de tinta.
Cada um pinta sobre nós a cor de sua preferência. Todos são pintores: pais, avós, professores, padres, pastores. Até que o nosso ser verdadeiramente desaparecer.
Claro, não é com tinta e pincel, é a fala. São as palavras.
Falam, as palavras grudam no nosso ser, entram na carne, ao final, o nosso ser está coberto de tatuagens da cabeça aos pés.
Educados, quem somos?
"O intervalo entre os nossos desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de nós." Responde Álvaro Campos.


“Procuro despir-me do que aprendi. procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos.
Desencaixotar minhas emoções verdadeiras. Desembrulhar-me e ser eu, não  ALBERTO CAEIRO, mas um animal humano que a natureza reproduziu. Mas isso (triste de nós que trazemos a alma vestida!) exige um estudo profundo, uma verdadeira aprendizagem de desaparecer." 
Uma desidentificação.




Minha sexta semana de gratidão a Deus pelas férias que se estendem ao longo de fevereiro...




Sou um barco esquecido na praia...















































Foi uma semana de lutas e provações em todos os sentidos até porque o Estado do Espírito Santo onde estive nesta semana, passou por inúmeros conflitos e pude sentir na pele o que é estar prisioneira sem sê-lo... uma semana sem sair de casa quase... Retornei de Vila Velha e o jeito foi o refrigério na roça... o que me fez muito bem...

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